quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026



Polineuropatia Inflamatória Desmielinizante 


A Polineuropatia Inflamatória Desmielinizante Crônica (CIDP ou PIDC) é uma doença neurológica inflamatória das raízes nervosas e nervos periféricos. É uma doença auto-imune causada por inflamação e destruição da bainha de mielina (cobertura protetora gordurosa) dos nervos das pernas e braços.

A Polineuropatia Inflamatória Desmielinizante Crônica causa fraqueza muscular progressiva e alterações da sensibilidade, além de dormências, formigamento e sensação de queimação nos membros inferiores e superiores. Por vezes, o CIDP é considerado uma forma crônica da Síndrome de Guillain-Barré.

Neste artigo, Dr Diego de Castro Neurologista e Neurofisiologista pela USP, explica sobre essa forma de polineuropatia, suas causas, diagnostico e tratamento.

A Polineuropatia Inflamatória Desmielinizante Crônica (CIDP)

Segundo a Mayo Clinic, CIDP é um distúrbio neurológico raro. Ocorre em cerca de 5-7 casos por 100.000 indivíduos e é mais frequente em homens por volta dos 50 anos.

Ao contrário da Síndrome de Guillain-Barré, a CIDP apresenta sintomas contínuos e progressivos por mais de 8 semanas e precisa sempre de tratamento específico para sua melhora.
Sintomas

Os principais sintomas da Polineuropatia Inflamatória Desmielinizante Crônica (CIDP) são:Perda de força em ambas as pernas
Fraqueza que envolve os pés e coxas (dificuldade em subir escadas)
Evolução em 8 semanas
Alterações de sensibilidade
Fraqueza em mãos

Outros sintomas incluem:Dor e Queimação
Dificuldade de caminhar
Desequilíbrio
Atrofia muscular
Redução dos reflexos profundos do tendão
Dificuldade em engolir

Geralmente, alterações de sensibilidade causam incoordenação, dormência ou formigamento.

Raramente pacientes podem apresentar força normal e apenas as alterações de sensibilidade e coordenação. Esta é considerada a variante sensorial da CIDP. Saiba mais sobre os sintomas da CIDP, assistindo ao vídeo abaixo:

Causas

Segundo pesquisas da Academia Americana de Neurologia, a CIDP é uma doença de causa auto-imune, situação em que:


"o próprio organismo produz anticorpos que atacam a bainha de mielina".

Não se sabe, no entanto, porque as células de defesa deflagrariam a inflamação e o ataque ao nervo periférico.
Fatores Associados:Diabetes descompensado
Hepatite B
HIV
Linfoma e leucemias (Mieloma)
Tumores ocultos
Lupus
Doença Inflamatória Intestinal
Bainha de Mielina sendo Atacada pelo Sistema Imune
Diagnóstico

Segundo o NIH, para o diagnóstico CIDP são utilizados:História Clínica: Fraqueza de pelo menos 2 meses de evolução
Exame Neurológico - Alterações de força de ambos os lados com diminuição dos reflexos tendinosos
Exame de eletroneuromiografia - Presença de lesões desmielinizante nos nervos periféricos
Punção Lombar - Liquido cerebroespinhal com aumento da quantidade de proteína total
Ocasionalmente ressonância magnética - ressonancia evidenciando espessamento das raízes nervosas.

A eletroneuromiografia é o exame mais importante para o diagnóstico de CIDP. Ela demonstra a presença de desmielinização. Saiba mais sobre a eletroneuromiografia.

A Polineuropatia Inflamatória Desmielinizante Crônica pode ser difícil de diagnosticar. Os sintomas devem estar presentes por pelo menos dois meses e a fraqueza simétrica proximal e distal com reflexos tendinosos reduzidos ou ausentes são altamente sugestivos de CIDP.
Variantes do CIDP Clássico

A seguir descrevemos variantes do CIDP que são ainda mais raras do que sua forma "clássica". Essas variantes também são diagnosticadas com o exame de eletroneuromiografia.Síndrome de Lewis-Sumner - distúrbio neurológico raro caracterizado por fraqueza assimétrica ou multifocal e disfunção sensorial que afeta os braços e pernas. Ao invés das pernas, nervos diferentes dos braços são as estruturas mais envolvidas.
Neuropatia Motora Multifocal (MMN) - Essa variante se manifesta com fraqueza assimétrica ou multifocal dos braços e pernas sem sinais ou sintomas sensoriais. Os pacientes tem atrofia e fraqueza, mas não tem queixas de sensibilidade. Os nervos da mão são os mais acometidos. A atrofia dos músculos dos braços e pernas também é frequente.

Existem várias outras neuropatias periféricas que podem causar sintomas semelhantes aos da CIDP. A neuropatia mais comum é observada no diabetes mellitus, mas certas toxinas, medicamentos, álcool e deficiências nutricionais podem causar anormalidade dos nervos.
Tratamento

A CIDP é uma doença que não tem cura, mas pode apresentar uma excelente resposta ao tratamento.

O tratamento da CIDP é melhor quanto mais cedo for diagnosticada a polineuropatia desmielinizante. O tratamento visa interromper a inflamação, impedir a recorrência da doença e minimizar danos.

Entre os medicamentos que podem ser utilizados estão:Corticosteróides (Prednisona, Metilprednisolona)
Imunoglobulina Humana
Imunossupressores (azatioprina, metotrexate, micofenolato)
Anticorpos monoclonais (Rituximab)

Medicamentos glicocorticoides, como a prednisona, mostraram-se eficazes. No entanto, altas doses desses fármacos podem causar efeitos colaterais que impedem a terapia a longo prazo. Os corticosteroides também podem ser usados ​​em conjunto com outros medicamentos, como os imunossupressores.

A imunoglobulina intravenosa (IVIG) demonstrou ser eficaz e é frequentemente realizada para melhorar o sistema imunológico.

Também foi demonstrado que a plasmaférese (troca plasmática) é benéfica.

Existe um grande interesse no uso de anticorpos monoclonais para tratar a CIDP. Alguns dos agentes que se mostraram eficazes na esclerose múltipla estão sendo considerados para tratar a CIDP.

Em 2018, o Hizentra, desenvolvido pela CSL Behring, foi aprovado pela Food and Drug Administration (FDA) dos EUA como um tratamento para a CIDP.

Paralelamente ao tratamento todos os pacientes devem manter um intensivo programa de fisioterapia para recuperar o nervo lesado. Esse processo é lento e pode demorar até 3 anos.

Os pacientes devem manter um tratamento contínuo para evitar recorrência do evento. Saiba mais sobre o tratamento da CIDP, assistindo ao vídeo a seguir:


DR DIEGO DE CASTRO

Dr. Diego de Castro dos Santos
Neurofisiologia clínica - RQE 74154
Neurologia - RQE 74153
Diretor Clínico Autor e Responsável Técnico pelo Site – Mantenedor.

Missão do Site: Prover Soluções cada vez mais completas de forma facilitada para a gestão da saúde e o bem-estar das pessoas, com excelência, humanidade e sustentabilidade. Destinado ao público em geral.
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📖 Palavra para meditação

 “Mas Pedro continuou batendo e, quando abriram a porta e o viram, ficaram perplexos” (Atos 12:16)


Os Cristãos do primeiro século eram pessoas como nós. Tinham falhas também. Sim, oravam fervorosamente. Sim, oravam juntos. Mas também oravam com certa porção de dúvida.

Isso fica evidente em Atos 12, guando oravam por Pedro, o qual havia sido posto em uma cela prisional pelo rei Herodes. Herodes tinha acabado de executar (à espada) Tiago. Sem dúvida, tinham muito receio que Pedro fosse o próximo. Por isso, enquanto Pedro estava na prisão, “[...] a igreja orava intensamente a Deus por ele” (Atos 12:5).

Então, algo incrível aconteceu. Deus enviou um anjo a cela de Pedro. Suas correntes caíram soltas, a porta se abriu e o anjo o guiou para fora da prisão. Pedro foi então à casa de Maria, onde muitos cristãos estavam reunidos. Bateu na porta. Uma serva veio atender. Atordoada ao ouvir a voz de Pedro, voltou correndo, sem abrir a porta, para falar aos irmãos que Pedro estava batendo na porta. Mas eles se recusaram a acreditar nela.

Deus pode tirar Pedro da prisão, mas Pedro não conseguiu entrar numa reunião de oração. Na porta, pelo lado de fora, estava a resposta para a oração deles, mas eles não acreditaram.

Muito embora as orações deles parecessem sem muita convicção, ainda assim, foram mais fortes que Herodes e mais fortes que o inferno. Certamente existe uma boa parcela das nossas orações que dependem de fé. Sem dúvida, em muitas ocasiões, nossas orações ficam ofuscadas porque oramos sem um pingo de fé.

Diante disso, não concordo com os que professam a chamada “Palavra-de-Fé”, na qual se acredita que a fé trabalha como uma força, pela qual podemos obter qualquer coisa (saúde, riqueza, sucesso etc) – e esta força é liberada através da palavra dita. Enquanto falamos essas palavras de fé, poder seria liberado para a realização dos nossos desejos. Contrariamente a isso, Jesus nos ensinou a orar: “Venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu” (Mateus 6:10)

A fé tem seu lugar! Mesmo se a sua fé for fraca, venha com toda fé que você tiver disponível.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

📖 Palavra para meditação

 VOCÊ PODE TER PAZ EM QUALQUER CIRCUNSTÂNCIA


“Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá.”

📖 João 14:27


A paz que Deus nos oferece não depende do que acontece ao nosso redor. Ela não está condicionada a dias tranquilos, respostas rápidas ou cenários perfeitos. A paz que vem do Senhor nasce no coração e permanece mesmo quando tudo parece incerto.


Enquanto o mundo procura paz em soluções externas, Deus nos convida a encontrá-la em Sua presença. É no silêncio da alma, no descanso da fé e na confiança em Suas promessas que aprendemos a viver em paz — não porque tudo está resolvido, mas porque Ele está conosco.


A Palavra nos lembra que, quando nossos pensamentos estão firmados no Senhor, a paz nos guarda por dentro (Isaías 26:3). Não é ausência de lutas, é a presença de Deus em meio a elas. Não é controle das circunstâncias, é entrega ao Pai.


Há dias em que o coração pesa, a mente se agita e as respostas parecem distantes. Ainda assim, Deus continua sendo refúgio, abrigo e segurança. Sua paz nos envolve como um abraço que acalma, fortalece e renova.


Que hoje você escolha descansar. Que escolha confiar. Que escolha lembrar que a verdadeira paz não vem das circunstâncias, mas da presença constante de Deus na sua vida.


Senhor, eu entrego a Ti minhas inquietações, meus medos e meus pensamentos. Ensina-me a descansar em Ti e a confiar mesmo quando não entendo. Que a Tua paz governe o meu coração hoje e sempre.

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

📖 Palavra para meditação

 "[...] tudo que não provém da fé é pecado" (Romanos 14:23)


Uma pergunta que os cristãos nunca devem fazer é: "Posso fazer isso e ainda ser cristão?" Isso é algo muito perigoso de se perguntar. Em vez disso, a pergunta deveria ser: "Como cristão, o que posso fazer para estar mais perto de Deus?"

Paulo disse: "Tudo me é permitido, mas nem tudo convém. Tudo me é permitido, mas eu não deixarei que nada me domine" (1 Coríntios 6:12). Este versículo nos faz refletir sobre as seguintes questões: "Se eu fizer tal coisa, é possível que isso me domine? Ou é possível que eu seja uma má testemunha para os outros? Ou ainda: Fazendo isso, estou glorificando a Deus?"

Se você tiver discernimento e entendimento das Escrituras, saberá das coisas que um cristão deve ou não fazer.

Pode acontecer de um cristão ter uma convicção que outro cristão não necessariamente tenha. A Bíblia diz em Romanos 14:23 que "tudo que não provém da fé é pecado." Ou seja, se você acredita que algo é errado, não o faça. Caso contrário, estará pecando.

Sempre haverá a tentação de baixar os nossos padrões, mas fique atento, pois isso pode trazer arrependimentos futuros.

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

📖 Palavra para meditação

 "Não amem o mundo nem o que nele há. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele" (1 João 2:15)


A palavra ‘frenemy’ é um termo relativamente novo na língua inglesa. É uma mistura de "friend"’ (amigo) com "enemy" (inimigo). Um "frenemy" (algo como "Inamigo", em português) não é nem um amigo verdadeiro e nem um inimigo declarado. Minha preocupação ultimamente tem sido de que alguns cristãos estão se tornando "frenemies" ou "inamigos" do mundo.

Quando uso a palavra “mundo”, refiro-me a um modo mental, um sistema, um jeito de pensar. A Bíblia define o mundo da seguinte forma: “Pois tudo o que há no mundo — a cobiça da carne, a cobiça dos olhos e a ostentação dos bens — não provém do Pai, mas do mundo” (1 João 2:16). Assim, o "mundo" é: a cobiça da carne, a cobiça dos olhos e a ostentação dos bens..

Acredito que, às vezes, os cristãos se confundem sobre isso. Alguns acham que qualquer coisa que for legal ou que traga alegria é mundano. Mas as Escrituras dizem que Deus nos provê ricamente, para a nossa satisfação (1 Timóteo 6:17). É ótimo curtir as coisas que são saudáveis e edificantes. Não é a isto que a Bíblia se refere quando fala do mundo.

A mensagem na realidade quer dizer o seguinte: “Não ame os caminhos do mundo. Não ame os bens do mundo. O amor ao mundo ocupa um lugar que deveria ser de amor ao Pai. Praticamente tudo o que acontece no mundo – isto é, querer do seu próprio jeito, querer tudo para si mesmo, querer parecer importante – não tem nada a ver com o Pai.”

Pequenas tentações podem parecer inofensivas, como filhotinhos de gatos, fofinhos e peludos. Mas estes se tornarão gatos adultos. Uma pequena tentação pode se tornar um pecado de grandes proporções. Como cristãos, temos três inimigos que enfrentamos diariamente: o mundo, a carne e o diabo. O mundo com toda a sua fascinação é um inimigo externo. A carne com seus desejos pecaminosos é um inimigo interno. E o diabo com a sua sedução é um inimigo interno e externo.

sábado, 17 de janeiro de 2026

📖 Palavra para meditação

 "Então não nos desviaremos de ti; vivifica-nos, e invocaremos o teu nome" (Salmos 80:18)


O Brasil precisa de um despertar, mas a igreja precisa de um reavivamento. Costumamos usar as palavras reavivamento e despertar como sinônimos, mas há uma diferença entre elas. Um despertar é quando uma nação ganha vida espiritualmente, vê a sua necessidade de Deus e se volta para Ele. Um reavivamento é quando o povo de Deus volta à vida espiritual novamente.

Reavivamento significa simplesmente trazer de volta à vida, restaurar. Ser revivido é acordar de um estado de sono. Como C. S. Lewis apontou: "Um homem moderadamente ruim sabe que não é muito bom: um homem completamente mau pensa que está bem... Você entende o sono quando está acordado, não enquanto está dormindo." Em outras palavras, se você pensa que é uma ótima pessoa, alguém sem problemas, está realmente mais adormecido do que imagina.

O reavivamento é o retornar. É o levantar. O reavivamento significa voltar à vida cristã, como ela deveria ser vivida. O reavivamento é o florescer do primeiro amor por toda a vida, caminhando em estreita colaboração com o Senhor. Você não pode sempre ter essas emoções iniciais que teve enquanto um novo crente, assim como não pode sentir as mesmas borboletas no estômago que tinha quando conheceu seu(ua) companheiro(a). Isso não é realista. Mas seu amor pode crescer mais. Seu amor pode se fortalecer.

É assim que devemos ser como seguidores de Jesus. Precisamos da fé dos cristãos do primeiro século, a fé que deixou o mundo de cabeça para baixo. O reavivamento nada mais é do que uma nova obediência a Deus. Então é, para citar Nietzsche, uma "longa obediência na mesma direção."

Somente Deus pode enviar um despertar para o Brasil. Mas o reavivamento pode acontecer aqui e agora.