domingo, 23 de março de 2025

📖 Leitura para meditação



"Pensem nisto, pois: Quem sabe que deve fazer o bem e não o faz, comete pecado" (Tiago 4:17)

As estatísticas nos dizem que 95% de todos os cristãos nunca levaram alguém a Cristo. Não deveria ser assim. O problema é que, para muitos, a Grande Comissão (ou Missão) é percebida mais como a Grande Sugestão. Para outros, a Grande Comissão é a Grande Omissão.

Quem é chamado para ir por todo o mundo e pregar o evangelho? Nós somos. Em Mateus 28:19-20, Jesus disse: "Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei. E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos."

E no evangelho de Marcos, Jesus disse: "Vão pelo mundo todo e preguem o evangelho a todas as pessoas" (Marcos 16:15).

A partir desses versículos, vemos que todo cristão é chamado para ir ao mundo e proclamar as boas novas de Jesus Cristo e, com o melhor de sua capacidade, conduzir as pessoas a Cristo.

Acredito que, para nós, não ir a todo o mundo e pregar o evangelho pode, na verdade, ser um pecado. Existe o pecado da missão, que é fazer o que você não deve fazer, mas também existe o pecado da omissão, que é não fazer o que você deve fazer.

O livro de Tiago diz: "Quem sabe que deve fazer o bem e não o faz, comete pecado" (Tiago 4:17).

Temos o evangelho. Temos o caminho para que as pessoas mudem seu endereço eterno da morte para o Paraíso. No entanto, muitos de nós não saimos de nossas zonas de conforto. Não costumamos ir falar com alguém que nunca ouviu falar de Jesus. Precisamos superar essa nossa relutância, porque fomos ordenados por Cristo a pregar o evangelho.

 

LEITURA DE HOJE 


RUTE CAPÍTULOS 1 ao 4

Estudo Bíblico: Rute 1:9

Rute 1:9 - Estudo Bíblico


1. Introdução:


Rute 1:9 é um versículo comovente que captura o momento de despedida entre Noemi e suas noras, Orfa e Rute. Este capítulo inicial estabelece o cenário de perda, sofrimento e deslocamento que a família de Noemi enfrenta. A bênção de Noemi, expressa neste versículo, reflete seu desejo profundo de que suas noras encontrem segurança e felicidade em seus lares, um contraste doloroso com sua própria situação. O capítulo todo estabelece um contexto para a demonstração de fé de Rute e fidelidade para com Noemi.


2. Contexto Histórico:


O livro de Rute se passa nos dias em que os juízes governavam Israel, um período marcado por instabilidade social e espiritual (Rute 1:1). Uma fome severa força Elimeleque, Noemi e seus dois filhos a se mudarem de Belém para Moabe, uma terra estrangeira e com uma cultura pagã. A decisão de migrar para Moabe já demonstra um afastamento de Israel, com o resultado trágico de perdas e mortes. A morte de Elimeleque e seus dois filhos deixa Noemi desamparada em uma terra estranha. Seus filhos casam-se com mulheres moabitas, o que era considerado fora das normas culturais da época. A bênção de Noemi às suas noras, expressa em Rute 1:9, deve ser entendida dentro deste contexto de perda e deslocamento. As mulheres, na cultura da época, dependiam do apoio de seus maridos e famílias; a esperança de um novo casamento era a esperança de segurança e provisão.


3. Interpretação:


Rute 1:9 demonstra a graça e a misericórdia de Deus, mesmo em meio ao sofrimento. Noemi, apesar de suas perdas, deseja o bem-estar de suas noras. A bênção que ela profere – "O SENHOR vos dê que acheis descanso cada uma em casa de seu marido" – é um reconhecimento de que a verdadeira segurança e paz vêm de Deus. Em uma perspectiva trinitária, podemos ver a mão de Deus Pai providenciando para aqueles que confiam Nele, mesmo em circunstâncias difíceis. A busca por descanso (literalmente "repouso", "segurança") representa um anseio profundo por estabilidade e paz, tanto física quanto espiritual. Para os crentes contemporâneos, este versículo nos lembra de orar e desejar o bem para os outros, especialmente aqueles que estão sofrendo. Também nos lembra que Deus é a fonte de todo o descanso e segurança verdadeira. Podemos depositar nossa confiança Nele, sabendo que Ele cuida de nós e nos conduzirá em meio às dificuldades. A história completa de Rute mostra que Deus usou a fidelidade de Rute e a bondade de Boaz para trazer redenção e restauração à vida de Noemi, demonstrando que, mesmo nos momentos mais sombrios, a esperança em Deus permanece.


4. Cross-References:


Números 6:24-26: "O Senhor te abençoe e te guarde; o Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti e te conceda graça; o Senhor volte para ti o seu rosto e te dê paz." Esta bênção sacerdotal, dada a Israel, ecoa o desejo de Noemi de que o Senhor abençoe e conceda paz às suas noras. Ambas as passagens demonstram que a bênção e a paz vêm de Deus.


Mateus 11:28-30: "Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve." Jesus oferece descanso para aqueles que estão cansados e sobrecarregados, um descanso que vai além da segurança física e se estende à alma. Este versículo de Mateus complementa Rute 1:9, mostrando que o descanso final e a paz verdadeira são encontrados em Cristo.


sábado, 22 de março de 2025

REFLEXÃO


Acabe com o Ioiô Emocional

“Mas o fruto do Espírito [Santo] é: amor, alegria, paz, longanimidade (um temperamento equilibrado, paciência), benignidade, bondade (benevolência), fidelidade, mansidão (suavidade, humildade), domínio próprio…”. Gálatas 5:22-23, AMP

Lembro-me dos anos em que eu era uma “cristã ioiô”. Estava continuamente subindo e descendo na montanha-russa emocional. Se meu marido Dave fizesse o que eu gostava, eu ficava feliz. Se ele não fizesse o que eu gostava, eu ficava furiosa. Eu ainda não havia aprendido a ser guiada pelo Espírito Santo e estava permitindo que meus sentimentos controlassem meu comportamento.

Mais do que qualquer coisa, os cristãos costumam me dizer como se sentem: “sinto que ninguém me ama”; “sinto que meu cônjuge não me trata corretamente”; “sinto que nunca serei feliz”. “Sinto”, “não sinto”, e por aí vai.

Deus quer que entendamos que nossas emoções nunca desaparecerão, de modo que precisamos aprender a governá-las em vez de deixar que elas nos governem. Podemos escolher exercer o domínio próprio e não permitir que a carne nos governe. Nenhum de nós terá, ou mesmo deveria ter, tudo o que quer. Um cristão espiritualmente maduro pode ser feliz e cheio de paz quando não consegue ter o que quer. Podemos escolher dizer a nós mesmos que não vamos ser capazes de dizer tudo que queremos dizer, de comer tudo que queremos comer, e de sempre fazer o que sentimos vontade de fazer. Escolha permitir que o Espírito Santo o ajude a fazer o que é certo independentemente de como você se sinta!


Sendo cristãos, em vez de nos concentrarmos em como nos sentimos, podemos focar no que sabemos que é verdade na Palavra de Deus.



 https://tv.joycemeyer.org/portuguese/devotional/acabe-com-o-ioio-emocional/

📖 PALAVRA PARA MEDITAÇÃO

"Pai nosso, que estás nos céus! Santificado seja o teu nome" (Mateus 6:9)


Eu não tive um pai durante a minha infância, acompanhando o meu crescimento. Minha mãe foi casada e divorciada sete vezes, tendo ainda muitos namorados entre esses casamentos. Ela parecia gostar de passar de um relacionamento para outro, se assim podemos dizer, e me dizia para chamar esses homens de pai.

Depois de cerca de três caras, eu estava ficando cansado. Minha mãe me apresentava a um completo estranho e dizia: "Este é o seu novo pai. Chame-o de pai." Mas eu não queria chamar esses caras de pai, com exceção de um homem chamado Oscar Laurie. Ele me tratou como um pai deveria tratar um filho.

No que é conhecida como a oração do "Pai Nosso" em Mateus 6:9, Jesus disse aos Seus discípulos: "Vocês, orem assim: 'Pai nosso, que estás nos céus! Santificado seja o teu nome'." Este foi um pensamento revolucionário para um judeu. Os judeus do primeiro século não chamavam Deus de "Pai". Na verdade, eles consideravam o Seu nome com tanta reverência e respeito, que nem mesmo o pronunciavam.

Em todo o Antigo Testamento, Deus é referido como "Pai" menos de sete vezes. Quando Ele é referido dessa forma, é indiretamente ou, melhor dizendo, à distância. Então, quando Jesus se referiu a Deus como Seu Pai, Ele foi acusado de blasfêmia.

Jesus nos dá essa permissão. Mais ainda: Ele nos incentiva a orar "Pai nosso, que estás nos céus!". Nosso Pai Celestial é diferente de nossos pais na Terra. Pais e mães podem decepcionar seus filhos. E os filhos podem decepcionam os seus pais. Todos nós nos decepcionamos às vezes.

O salmista Davi, que sabia o que era ter um pai que não o amava, disse que Deus é "Pai para os órfãos [...]" (Salmo 68:5). Deus será esse pai para você.

📖 Estudo Bíblico: Juízes 21:4


  Estudo Bíblico: Juízes 21:4 (ACF)


1. Introdução: Juízes 21 relata as consequências trágicas dos eventos descritos nos capítulos anteriores, incluindo a guerra civil contra a tribo de Benjamim, que quase levou à sua extinção. O capítulo narra os esforços desesperados das outras tribos para contornar um juramento precipitado e garantir a sobrevivência de Benjamim, ainda que por meios moralmente questionáveis. O versículo 4 descreve uma ação religiosa do povo de Israel, aparentemente em busca de reconciliação e favor divino.


2. Contexto Histórico: O livro de Juízes, em seu ciclo repetitivo de pecado, opressão, clamor a Deus e libertação, revela um período de grande instabilidade social e espiritual em Israel. "Naqueles dias não havia rei em Israel; porém cada um fazia o que parecia reto aos seus olhos" (Juízes 21:25), uma frase que resume a anarquia moral da época. No contexto específico do capítulo, o juramento imprudente de não dar suas filhas em casamento aos benjamitas (Juízes 21:1) cria um dilema. A tribo de Benjamim está quase extinta, mas o juramento impede a sua restauração por meios tradicionais. A construção do altar e a oferta de sacrifícios em Betel (Juízes 21:4) sugerem uma tentativa de buscar a aprovação divina para as ações subsequentes, ainda que estas envolvam violência e subterfúgios.


3. Interpretação: O versículo 4, "E sucedeu que, no dia seguinte, o povo, pela manhã se levantou, e edificou ali um altar; e ofereceu holocaustos e ofertas pacíficas," demonstra uma tentativa de reconciliação com Deus após as atrocidades cometidas. Sob uma perspectiva Trinitariana, podemos ver que esta ação é um reconhecimento da necessidade de expiação e da busca pela paz com Deus, elementos cruciais na fé cristã. No entanto, é importante notar que as ações subsequentes descritas no capítulo (o massacre em Jabes-Gileade e o rapto das mulheres de Siló) questionam a sinceridade desse arrependimento. Para o crente contemporâneo, este versículo serve como um lembrete da importância de buscar a Deus em arrependimento e adoração, mas também da necessidade de que a nossa busca por reconciliação com Deus se manifeste em ações justas e coerentes com os princípios bíblicos. A mera formalidade religiosa, sem a transformação do coração, é insuficiente. O que está em jogo não é apenas o cumprimento de rituais religiosos, mas também a justiça, a compaixão e o amor ao próximo, que são elementos centrais do Evangelho. O episódio demonstra a necessidade de discernimento e cuidado ao fazer promessas e juramentos, bem como os perigos de colocar a lei (o juramento) acima do amor e da misericórdia.


4. Cross-References:


1 Samuel 15:22: "Porventura, tem o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios, como em que se obedeça à voz do Senhor? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar; e o atender, do que a gordura de carneiros." Este versículo demonstra que Deus valoriza a obediência e a sinceridade do coração acima dos rituais religiosos. A construção do altar e a oferta de sacrifícios em Juízes 21:4 podem ser vistas como uma tentativa de agradar a Deus, mas sem necessariamente implicar em uma mudança genuína de comportamento.


Mateus 5:23-24: "Portanto, se estiveres apresentando a tua oferta no altar, e ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai primeiro reconciliar-te com teu irmão, e depois vem apresentar a tua oferta." Jesus ensina que a reconciliação com o próximo é um pré-requisito para uma adoração aceitável a Deus. As ações violentas e desumanas descritas em Juízes 21 contrastam fortemente com este ensinamento, mostrando a hipocrisia de oferecer sacrifícios a Deus enquanto se age com crueldade contra o próximo.


sexta-feira, 21 de março de 2025


  LEITURA DE HOJE 

JUÍZES CAPÍTULOS 17 ao 21



Estudo Bíblico: Juízes 17:13 (ACF)


1. Introdução: Juízes 17 detalha o início de um declínio espiritual em Israel, caracterizado por idolatria e sincretismo religioso. Mica, um homem da tribo de Efraim, rouba dinheiro de sua mãe, que depois dedica parte desse dinheiro à criação de ídolos. Ele estabelece um santuário particular com um éfode, terafins e um sacerdote não autorizado. O capítulo culmina com Mica acreditando que a presença de um levita como seu sacerdote garantirá a bênção de Deus. O versículo 13, especificamente, revela a falsa segurança e a compreensão deturpada que Mica tem da verdadeira adoração e do favor divino.


2. Contexto Histórico: O livro de Juízes retrata um período de anarquia e afastamento de Deus após a conquista de Canaã. A frase recorrente "Naqueles dias não havia rei em Israel; cada um fazia o que parecia bem aos seus olhos" (Juízes 17:6) resume a situação. Mica, ao criar seu próprio sistema religioso com ídolos e um levita (que não era da linhagem sacerdotal correta, pois ele era de Judá e não um descendente de Arão), demonstra o desrespeito pelas leis de Deus estabelecidas na Torá. A presença de um levita servindo em um santuário particular, e não no Tabernáculo, era uma clara violação da lei mosaica, que centralizava o culto a Deus em um local específico e com sacerdotes específicos. O fato de Mica contratar um levita por dinheiro também revela uma corrupção da vocação sacerdotal e uma busca por aprovação divina através de meios egoístas e não bíblicos.


3. Interpretação: A declaração de Mica em Juízes 17:13 ("Agora sei que o Senhor me fará bem; porquanto tenho um levita por sacerdote.") é um exemplo de falsa segurança espiritual. Mica acredita que a mera presença de um levita em seu santuário particular, independentemente da legitimidade de sua consagração ou da idolatria presente, lhe garantirá o favor de Deus. Esta é uma compreensão distorcida da graça divina. A verdadeira bênção de Deus não é obtida através de rituais externos ou da presença de figuras religiosas, mas sim através de um relacionamento genuíno com Ele, baseado na fé em Jesus Cristo e na obediência aos Seus mandamentos.


A visão Trinitariana nos leva a entender que a graça de Deus não é barganhada ou comprada. Deus Pai enviou seu Filho, Jesus Cristo, para nos reconciliar consigo. O Espírito Santo nos convence do pecado, da justiça e do juízo, nos guiando a toda verdade. Assim, a busca de Mica por favor divino através de meios ilegítimos revela uma falta de compreensão da natureza de Deus e da Sua vontade revelada. Para os crentes contemporâneos, este versículo serve como um alerta contra a busca por atalhos espirituais ou a crença de que podemos manipular Deus através de rituais vazios ou práticas religiosas superficiais. A verdadeira bênção de Deus vem através do arrependimento, da fé em Cristo e de uma vida de obediência a Ele, buscando a Sua vontade em todas as áreas de nossa vida.


4. Cross-References:


1 Samuel 15:22: "Porventura tem o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios, como em que se obedeça à palavra do Senhor? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar, e o atender melhor é do que a gordura de carneiros." Este versículo enfatiza que a obediência a Deus é mais importante do que rituais externos. Assim como Mica confiava na presença do levita, muitos confiam em suas próprias obras para agradar a Deus. Samuel ensina que o coração obediente é mais valioso para Deus do que meros sacrifícios.


Mateus 7:21-23: "Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade." Jesus adverte contra a hipocrisia e a falsa segurança espiritual. Assim como Mica pensava que o levita garantia sua bênção, alguns podem pensar que suas ações religiosas externas os salvam. Jesus mostra que o que importa é o relacionamento com Deus e a prática da Sua vontade, e não apenas a aparência de piedade.


Essas referências cruzadas ajudam a entender que a verdadeira relação com Deus se baseia na obediência e na busca da Sua vontade, e não em rituais vazios ou na mera presença de figuras religiosas. Elas nos lembram de examinar nossos próprios corações e motivações, para garantir que estamos buscando a Deus de maneira genuína e bíblica, e não confiando em nossa própria justiça ou em práticas religiosas superficiais.