terça-feira, 6 de janeiro de 2026

  


À medida que um ano termina e outro começa, é natural olharmos para trás — relembrando conquistas, perdas, superações e esperanças. A virada do ano marca uma linha simbólica de tempo, mas o que Deus nos oferece vai além de datas e calendários: Ele nos convida a experimentar renovo interior, restauração e esperança firme em sua fidelidade.

 Ao entrar em um novo ano, Deus não quer que você simplesmente “mude de página” no calendário. Ele quer que você se deixe renovar por Ele:

Entregue seus lugares desgastados a Deus — onde há dor, medo, amargura ou frustração.

Confie na fidelidade de Deus, mesmo quando os seus planos falham — pois Ele faz novas todas as coisas.

 Hoje é mais que uma virada de calendário — é um convite divino para experimentar um recomeço real em Deus. Levante seus olhos para  Aquele que faz novas todas as coisas e caminhe com Ele, passo a passo, com fé e esperança renovadas.

Um 2026 cheio de coisas novas

📖 Palavra para meditação

 "Aquele que habita no abrigo do Altíssimo e descansa à sombra do Todo-poderoso pode dizer ao Senhor: Tu és o meu refúgio e a minha fortaleza, o meu Deus, em quem confio" (Salmos 91:1-2)


Quando Satanás tentou Jesus no deserto, ele citou as Escrituras — mas deixou algo de fora. Ele disse: "Se você é o Filho de Deus, jogue-se daqui para baixo. Pois está escrito: 'Ele dará ordens a seus anjos a seu respeito, e com as mãos eles o segurarão, para que você não tropece em alguma pedra'" (Mateus 4:6).

Ele estava citando o Salmo 91:11-12, que diz: "Porque a seus anjos ele dará ordens a seu respeito, para que o protejam em todos os seus caminhos; com as mãos eles o segurarão, para que você não tropece em alguma pedra." Note que Satanás deixou de fora as palavras "para que o protejam em todos os seus caminhos." Por que? Se você olhar esses versículos no seu contexto, verá que eles na verdade dizem que, quando se está na vontade de Deus, não há razão para temer. Pode-se confiar no Senhor.

Satanás estava essencialmente dizendo: "Pode pular que os anjos segurarão você".

Mas Jesus pôs aquilo no contexto, dizendo: "Também está escrito: 'Não ponha à prova o Senhor, o seu Deus'" (Mateus 4:7).

Não é preciso dizer toda manhã, ao levantar: "Hoje pode ser que eu morra." Sim, pode ser — mas não se Deus não quiser. O Senhor sabe a data de seu nascimento e da sua morte. Você pode confiar n'Ele. Eu creio que os cristãos sejam indestrutíveis enquanto Deus não tenha terminado de lidar com eles.

Isso não quer dizer que vamos beber estricnina ou brincar com cobras venenosas. Mas quer dizer que, se não for a hora de um cristão, ele não vai a lugar algum. É diferente confiar em Deus e testar a Deus sujeitando-se a riscos desnecessários.

Não devemos viver com medo, pois a nossa hora está nas mãos d'Ele.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

 


Na fibromialgia, a dor não começa em um músculo machucado nem em uma articulação inflamada. Ela nasce no cérebro. O sistema nervoso passa a interpretar estímulos comuns — como toque, movimento, frio, calor ou até o descanso — como sinais de perigo. O resultado é uma dor intensa, difusa e persistente, que se espalha por todo o corpo.


Esse fenômeno é chamado de sensibilização central. O cérebro perde a capacidade de regular corretamente o volume da dor e passa a mantê-lo constantemente alto. Assim, pequenas sensações se transformam em sofrimento real: queimação, peso, choques, rigidez, cansaço extremo. O corpo inteiro entra em estado de alerta, mesmo sem lesões, inflamações ou alterações visíveis em exames.


Por isso, a fibromialgia não é inflamatória, não é autoimune e não é psicológica. Ela também não se encaixa totalmente na neurologia clássica nem na reumatologia inflamatória. No CID-11, é reconhecida como dor crônica primária, uma condição própria, com mecanismo predominante no sistema nervoso central.


Quem vive com fibromialgia enfrenta uma luta diária contra uma dor invisível. Dormir não recupera, repousar não alivia completamente e o corpo parece nunca desligar. Ainda assim, muitos seguem trabalhando, cuidando, existindo — mesmo quando tudo dói.


Entender que a dor da fibromialgia nasce no cérebro não diminui seu impacto. Pelo contrário: explica por que ela é tão intensa e tão real. Reconhecer isso é o primeiro passo para o respeito, o tratamento adequado e a empatia com quem convive, todos os dias, com um corpo dominado pela dor.