quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Grupo quer ‘atualizar’ o símbolo de acesso às pessoas com deficiência

Publicado em quarta-feira, 25 de setembro de 2013 por Fernanda Zago
Damon Rose - Da BBC News
O novo símbolo (dir), do Accessible Icon Project, quer retratar uma pessoa com deficiência mais proativa

O símbolo que representa uma pessoa em uma cadeira de rodas se tornou um dos ícones mais usados e instantaneamente reconhecidos no mundo para representar as pessoas com deficiência física. Em circulação desde 1969, esse “símbolo internacional de acessibilidade” está presente no transporte coletivo, em vagas de estacionamento e em milhões de edifícios.
Mas um grupo de designers americanos autodenominado Accessible Icon Project quer, agora, dar a ele um “ar” mais atual – ou mesmo paraolímpico.
Seu novo desenho é baseado no antigo, mas mostra a figura inclinando-se para a frente, ativamente empurrando sua cadeira de rodas.
A ideia por trás disso é que o antigo desenho “tem pernas e braços que parecem mecânicos, sua postura é ereta de forma não natural e seu visual completo torna visível a cadeira de rodas, e não a pessoa”, diz o site do grupo.
O novo ícone começou a ser usado como uma espécie de “arte de guerrilha” em um campus universitário em Boston, diz a artista Sara Henson, palestrante na Escola de Design de Rhode Island.
Segundo ela, o desenho é “uma metáfora de autodeterminação” e o antigo símbolo já se tornou praticamente invisível para as pessoas.
O ícone do projeto começou a despertar interesse em diferentes partes do mundo, dos EUA à América Latina e à Índia.
“Estamos ansiosamente de olho no que acontece em Nova York, cidade que disse que implementaria o novo símbolo, mas está atualmente na fase da burocracia”, diz Hendron. “Enquanto isso, recebemos (pedidos) de outras cidades, bem como de organizações e instituições.”
Dúvida
Mas a adoção do símbolo depende de diversos fatores.
Barry Gray integra o comitê de símbolos gráficos da Organização Internacional de Padronização (ISO, na sigla em inglês). Ele gosta da ideia de Hendron, mas alega que seu significado não está claro.
Ícone tradicional está presente em estacionamentos e edifícios do mundo inteiro
“A ideia do design está relacionada a uma cadeira de rodas em velocidade, mas não estamos tentando criar um símbolo de uma cadeira de corridas”, argumenta. “Tenta-se passar a ideia de que o caminho sinalizado é por onde você entra no prédio, e não por onde você vai sair em disparada.”
E há outra questão envolvendo o símbolo antigo, e não necessariamente resolvida pelo novo: ele representa um usuário de cadeira de rodas, mas foi criado para simbolizar acesso também para deficientes visuais e outros que não necessariamente usem a cadeira.
A artista visual Caroline Cardus defende que o símbolo global sequer tenha a cadeira. “Se as demais deficiências não estão representadas, a mensagem subliminar é de que, se o local é adaptado para cadeiras de rodas, então os demais podem se virar – e isso não ajuda em nada.”
Cardus acha que a acessibilidade talvez possa ser representada por símbolos que incluam a letra “A” – ou a letra pela qual a palavra acessibilidade comece em cada idioma. E sugere que incorpore, por exemplo, cores de fundo para dar informações extras, como se o local tem ou não degraus.
Dificuldades
Gray, por sua vez, diz que há conversas para melhorar a identificação de acessibilidade de um local para, por exemplo, pessoas com deficiências mentais – mas alega que isso é muito difícil de descrever visualmente.
O símbolo de uma orelha, por exemplo, indica a presença de sistemas de auxílio auditivo; e outros símbolos mais específicos de acessibilidade começam a se popularizar. Gray cita, entre eles, o ícone de uma pessoa segurando a mão da outra, que serve para indicar a existência de pontos de ajuda para pessoas com dificuldades cognitivas.
E Hendron admite que há limites para o que pode ser obtido com símbolos gráficos: “Não uso muito saias, mas o ícone de banheiros femininos costuma ser o da mulher de saia. Há um problema nisso? Provavelmente, mas é uma falha que eu aceito porque (o símbolo) me permite identificá-lo rapidamente.”

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

AMIZADE É TUDO



Devemos sempre ter uma relação de amizade com outras espécies, pois um dia vamos precisar delas.
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terça-feira, 10 de setembro de 2013

FALCESSIBILIDADE

Falcessibilidade

Qualquer engenheiro que queira hoje projetar uma construção, certamente se deparará com um inconveniente chamado acessibilidade. É inevitável olhar para o tema com certo desconforto, afinal o mal é recente. Há pouco tempo, era absolutamente incomum tratar do assunto em qualquer que fosse a ocasião, uma vez deficiente, sua vida social estava restrita ao ambiente doméstico.
Para nossa sorte, os tempos mudaram. Novos ventos trouxeram à sociedade a consciência de que deficiência limita, mas o motivo real não é a condição física do deficiente. A limitação é imposta pela falta de acesso a lugares com boa infraestrutura, que envolvam adaptações internas e externas. E vamos combinar que estamos todos aceitando quem estabeleceu arbitrariamente esta condição. Concluída esta etapa de conscientização, a questão agora é outra: o que significa hoje o termo acessibilidade?
Simples. Atualmente ele é sinônimo de falcessibilidade. Inclui uma rampa, um elevador, uma vaga no estacionamento, uma porta de banheiro maior! Mas está longe ainda de priorizar calçadas e incluir estruturas que tornem possível o acesso de cadeirantes a todos os lugares do ambiente. É revoltante olhar um ônibus com um adesivo enorme que indica acessibilidade e descobrir que a cadeira de rodas entra pela porta, porém não passa no corredor, que é estreito demais. Ou então encontrar aquela rampa linda que leva a uma escada. A acessibilidade esta lá, porém não significa que esteja sendo eficiente.
Ainda bem que tem rampa!
Esta situação é mais comum do que imaginamos. Salvo pouquíssimas exceções, o que vemos em restaurantes, lanchonetes, universidades, bibliotecas... são adaptações mal feitas que mascaram o problema e nos fazem crer que estamos em um ambiente adaptado. Aceitar esta condição porque o prédio é antigo e a reforma teria um alto custo, já é difícil, agora aceitar que construções atuais sigam o mesmo caminho, é no mínimo incoerente.
A verdadeira inclusão de pessoas com qualquer tipo e grau de deficiência só será possível quando todos estiverem atentos à questão e conscientes de que não há barreiras naturais, porém estruturais. Os problemas de acessibilidade seriam facilmente resolvidos simplesmente se lançássemos um olhar diferente para a sociedade que nos cerca e para as relações que nos permeiam. Tornar todos os lugares de um ambiente acessível é garantir igualdade de direitos.
Essa aí só dá para subir guinchado!
Uma mudança de postura parece estar a caminho, mas ela demandará tempo e custo. Duas palavras que já nos desanimam. Mas, sinceramente, sou otimista por natureza e acredito que em breve estaremos discutindo outras questões que vão além de se fazer uma porta maior ou se colocar uma rampa no lugar de um degrau. Acredito na quebra de paradigmas enraizados em nosso modo de pensar e de enxergar o nosso semelhante. Quero ser a primeira a sorrir ao acordar e perceber que são novos tempos, que todos vivemos dias melhores. Que o preconceito, o descaso e, sobretudo, o desconhecimento deram lugar a igualdade, ao respeito e ao amor. Sou demasiadamente sonhadora? Talvez. Mas antes de qualquer coisa sou demasiadamente humana para aceitar que as coisas continuem como estão.

Fernanda Ribeiro
Estudante de Física

Falcessibilidade

Qualquer engenheiro que queira hoje projetar uma construção, certamente se deparará com um inconveniente chamado acessibilidade. É inevitável olhar para o tema com certo desconforto, afinal o mal é recente. Há pouco tempo, era absolutamente incomum tratar do assunto em qualquer que fosse a ocasião, uma vez deficiente, sua vida social estava restrita ao ambiente doméstico.
Para nossa sorte, os tempos mudaram. Novos ventos trouxeram à sociedade a consciência de que deficiência limita, mas o motivo real não é a condição física do deficiente. A limitação é imposta pela falta de acesso a lugares com boa infraestrutura, que envolvam adaptações internas e externas. E vamos combinar que estamos todos aceitando quem estabeleceu arbitrariamente esta condição. Concluída esta etapa de conscientização, a questão agora é outra: o que significa hoje o termo acessibilidade?
Simples. Atualmente ele é sinônimo de falcessibilidade. Inclui uma rampa, um elevador, uma vaga no estacionamento, uma porta de banheiro maior! Mas está longe ainda de priorizar calçadas e incluir estruturas que tornem possível o acesso de cadeirantes a todos os lugares do ambiente. É revoltante olhar um ônibus com um adesivo enorme que indica acessibilidade e descobrir que a cadeira de rodas entra pela porta, porém não passa no corredor, que é estreito demais. Ou então encontrar aquela rampa linda que leva a uma escada. A acessibilidade esta lá, porém não significa que esteja sendo eficiente.

Ainda bem que tem rampa!
Esta situação é mais comum do que imaginamos. Salvo pouquíssimas exceções, o que vemos em restaurantes, lanchonetes, universidades, bibliotecas... são adaptações mal feitas que mascaram o problema e nos fazem crer que estamos em um ambiente adaptado. Aceitar esta condição porque o prédio é antigo e a reforma teria um alto custo, já é difícil, agora aceitar que construções atuais sigam o mesmo caminho, é no mínimo incoerente.
A verdadeira inclusão de pessoas com qualquer tipo e grau de deficiência só será possível quando todos estiverem atentos à questão e conscientes de que não há barreiras naturais, porém estruturais. Os problemas de acessibilidade seriam facilmente resolvidos simplesmente se lançássemos um olhar diferente para a sociedade que nos cerca e para as relações que nos permeiam. Tornar todos os lugares de um ambiente acessível é garantir igualdade de direitos.

Essa aí só dá para subir guinchado!
Uma mudança de postura parece estar a caminho, mas ela demandará tempo e custo. Duas palavras que já nos desanimam. Mas, sinceramente, sou otimista por natureza e acredito que em breve estaremos discutindo outras questões que vão além de se fazer uma porta maior ou se colocar uma rampa no lugar de um degrau. Acredito na quebra de paradigmas enraizados em nosso modo de pensar e de enxergar o nosso semelhante. Quero ser a primeira a sorrir ao acordar e perceber que são novos tempos, que todos vivemos dias melhores. Que o preconceito, o descaso e, sobretudo, o desconhecimento deram lugar a igualdade, ao respeito e ao amor. Sou demasiadamente sonhadora? Talvez. Mas antes de qualquer coisa sou demasiadamente humana para aceitar que as coisas continuem como estão.

Fernanda Ribeiro
Estudante de Física
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segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Bom dia !!!!!!

Olá queridos, tudo bem? Eu, estou muito feliz, por estar tendo a oportunidade de poder
escrever hoje e comunicar-me com vcs. Estive e "estarei" distante por alguns dias por motivos de eatar sem internet, dia 10 do próximo mês fazem 60 dias que saí de minha casa para uma provavel reforma e por conta da mudança estou sem comunicação. A vida de cadeirantes não é nada fácil, tudo fica mais complicado, se o cotidiano de uma pessoa normal já é complicado, de um cadeirante é mil vezes mais. Tenho passado por várias dificuldades nestes dias, estou pedindo a Deus que as coisas se resolvam logo. Durante esse mês, aconteceram muitas coisas, estou guardando para contar quando tiver chance, uma dé-las foi: Fui a um evento no dia 07/08, comemoração dos sete anos da Lei Maria da Penha e quando terminou fiquei num ponto de ônibus junto com várias pessoas aguardando chegar o carro que vinha buscar-me e quando o ônibus se aproximava do ponto o motorista pensando que tinha que parar para levar um cadirante resolveu não parar e deixar todos os outros passageiros, acredite se quizer, aconteceu comigo, essas coisas fazem parte da vida de todos cadeirantes que resolvem esnfrentar as ruas em que vivemos.

Cientistas querem provocar sistema imunológico a atacar câncer


Uma equipe de cientistas americanos do Hospital Infantil da Filadélfia descobriu uma forma de provocar o sistema imunológico a atacar células de tecidos do corpo e ajudar no combate ao câncer.

O sistema imunológico é delicadamente equilibrado para atacar invasores e não combater os próprios tecidos do corpo.

Assim, existem muitas doenças autoimunes, tais como a diabetes do tipo 1 e a esclerose múltipla, que ocorrem quando o sistema imunológico ataca e destrói tecidos saudáveis do corpo por engano.

Imunoterapia

Pesquisas feitas com células T, que ajudam na produção de anticorpos no organismo, têm sido bastante populares na área de estudos do câncer e de doenças autoimunes.

As células T fazem parte do sistema imunológico, e ajudam a equilibrá-lo impedindo que ataque o próprio corpo.

Os pesquisadores procuraram interromper a função da célula T, com a intenção de deixar o sistema imunológico atacar células cancerígenas.

Wayne Hancock, um dos pesquisadores envolvidos no estudo, disse: 'Nós precisamos encontrar uma maneira de reduzir a função da célula T de forma que ela permita uma atividade antitumoral, mas sem reações autoimunes.'

Pesquisa promissora

Os pesquisadores criaram camundongos que não tinham a química necessária para fazer as células T trabalharem de forma eficaz - e por isso elas não impediam um ataque do sistema imunológico a tecidos do corpo.

Para confirmar o experimento, os cientistas usaram uma droga que produziu o mesmo efeito em ratos normais.

Em ambos os testes, a mudança no sistema imunológico restringiu o crescimento de um tipo de câncer de pulmão.

'O estudo abre as portas para uma nova forma de imunoterapia para o combate ao câncer', disse Hancock.

No entanto, ainda há um longo caminho a ser percorrido para o tratamento de pacientes com câncer. Outros testes serão necessários para ver se os mesmos procedimentos podem ser usados no sistema imunológico humano, antes de testes clínicos.

Emma Smith, do Cancer Research UK, disse: 'Colocar o poder do nosso sistema imunológico contra o câncer é um campo promissor de pesquisa, e algo que cientistas do mundo todos estão estudando.'

'Estes resultados são mais um passo para o desenvolvimento de novos tratamentos que agem dessa forma, mas a pesquisa ainda está em fase inicial, e ainda não sabemos se essa abordagem será segura ou eficaz em humanos,' concluiu Smith.

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