quinta-feira, 7 de maio de 2026

📖 Palavra para meditação

 "O Senhor disse a Samuel: 'Até quando você irá se entristecer por causa de Saul? Eu o rejeitei como rei de Israel. Encha um chifre com óleo e vá a Belém; eu o enviarei a Jessé. Escolhi um de seus filhos para ser rei.'" (1 Samuel 16:1)


Gostaria de poder dizer que ao longo da minha vida sempre tive um plano detalhado de tudo o que deveria fazer. Mas não é nada disso. Nunca comecei o dia com o tema de Missão Impossível tocando ao fundo e uma voz dizendo: "Bom dia! Aqui é Deus falando e esta é sua missão para hoje."

Porém, a maior parte do tempo tem sido uma questão de tomar decisões por fé com base nas Escrituras. Deus tem me guiado um passo de cada vez.

Curiosamente, quando Deus disse a Samuel que Ele havia escolhido um novo rei para Israel, o Senhor não revelou a Samuel exatamente quem era. Deus basicamente disse a ele: "Vá para Belém. Eu vou te dizer o que fazer depois disso." E foi o que Samuel fez.

Filipe estava pregando o evangelho em Samaria. Muitas pessoas estavam se convertendo num grande reavivamento. No entanto, Deus falou para Filipe ir para o deserto sem dar mais detalhes. Filipe poderia ter questionado Deus: "Por que? Para pregar pra quem: camelos, lagartos?" Mas não. Ele fez exatamente o que o Senhor lhe ordenou. Filipe compartilhou o evangelho com um homem que encontrou por lá, e este se converteu. 

Deus conduziu Samuel e Filipe um passo de cada vez, e isso é típico de como Deus nos conduz. O caminho de Deus torna-se claro quando começamos a andar nele. Se Deus mostrou algo a você e você ainda não o fez, não peça a Ele para mostrar algo novo. Volte e faça o que já deveria ter feito.

Obediência à verdade revelada, garante orientação em assuntos não revelados.

quarta-feira, 6 de maio de 2026

 


Vivemos em uma época em que a imagem deixou de ser apenas expressão e passou a ser exigência. Não basta ser, é preciso parecer. E, nesse movimento silencioso, o sujeito vai sendo moldado por um ideal que nunca se alcança.


O culto aos padrões estéticos produz uma forma sutil de sofrimento: a sensação constante de inadequação. O corpo deixa de ser vivido como morada e passa a ser tratado como projeto interminável de correção. Nada parece suficiente. Sempre falta algo. Sempre há um “defeito” a ser apagado.


Do ponto de vista psíquico, esse fenômeno revela mais do que vaidade: revela uma busca desesperada por aceitação. Quando o olhar do outro se torna a principal medida de valor, o sujeito se distancia de si mesmo. E quanto mais tenta se encaixar no ideal, mais se perde da própria identidade.


A sociedade não vende apenas beleza, ela vende a ideia de que o valor humano está condicionado à aparência. E isso produz uma geração exausta, comparando-se o tempo todo, vivendo entre filtros, espelhos e cobranças internas.


Talvez a pergunta mais importante não seja “como me encaixar nesse padrão?”, mas sim: o que esse padrão está fazendo comigo por dentro?

Porque, no fim, nenhum corpo perfeito sustenta uma alma em conflito consigo mesma.


Severino Angelino 

Psicanalista 

Bel em Direito Escritor|Graduando em Fonoaudiologia.

📖 Palavra para meditação

 "Certo dia Jesus estava orando em determinado lugar. Tendo terminado, um dos seus discípulos lhe disse: 'Senhor, ensina-nos a orar, como João ensinou aos discípulos dele'." (Lucas 11:1)


A oração muda tudo. Na oração, lembro-me da grandeza de Deus e da pequenez dos meus problemas. Quando oro, meus problemas não desaparecem. Mas eu ganho perspectiva.

Jesus ensinou o que chamamos de "Pai Nosso" (mesmo que não seja chamado assim em nenhum lugar da Bíblia). Jesus nunca a orou, mas ensinou essa oração em resposta ao pedido dos discípulos: "Senhor, ensina-nos a orar" (Lucas 11:1).

Não há nada de errado em orar o Pai Nosso. Mas os discípulos disseram: "Senhor ensina-nos a orar" e não "ensine-nos uma oração."

Jesus disse: "Quando vocês orarem, digam: ‘Pai! Santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino. Dá-nos cada dia o nosso pão cotidiano. Perdoa-nos os nossos pecados, pois também perdoamos a todos os que nos devem. E não nos deixes cair em tentação'" (Lucas 11:2–4)

Esse é um modelo de oração. A ideia é primeiro contemplar a grandiosidade de Deus. Colocar as coisas em perspectiva. Você está falando com o Criador do universo, que está no Céu. "Santificado seja o teu nome" significa "Louvor ao seu nome. Honra e Glória ao seu nome. Separado seja o seu nome. Santificado seja o seu nome".

Efetivamente, estamos dizendo: "Senhor, antes de eu fazer um único pedido, quero primeiro dizer que desejo a Tua vontade mais do que a minha". Percebe como isso pode mudar a sua oração? Você não começa com demandas. Você começa com adoração e louvor e assim vê Deus em Sua glória. E vê seus problemas como realmente são.

terça-feira, 5 de maio de 2026

📖 Palavra para meditação

 "Mas os israelitas foram infiéis com relação às coisas consagradas. Acã, filho de Carmi, filho de Zinri, filho de Zerá, da tribo de Judá, apossou-se de algumas delas. E a ira do Senhor acendeu-se contra Israel." (Josué 7:1)


Só consigo me lembrar de algumas poucas vezes em quatro décadas de ministério de quando alguém voluntariamente veio à frente e disse que havia feito algo errado. As pessoas normalmente só fazem isso quando são descobertas.

Esse foi o caso de Acã. Existia pecado no acampamento dos Israelitas, e ele era quem o havia cometido. Deus deu instruções bem claras quando eles foram atacados por Jericó, que "toda a prata, todo o ouro e todos os utensílios de bronze e de ferro são sagrados e pertencem ao Senhor e deverão ser levados para o seu tesouro" (Josué 6:19). Acã pegou algumas dessas coisas para si, e Deus estava totalmente ciente disso.

Ficou provado, sem sombra de dúvida, que Acã era o culpado, a razão da derrota de Israel em Ai. Quando as coisas ficaram mais claras, ele disse: "quando vi entre os despojos uma bela capa feita na Babilônia, dois quilos e quatrocentos gramas de prata e uma barra de ouro de seiscentos gramas, eu os cobicei e me apossei deles. Estão escondidos no chão da minha tenda, com a prata por baixo" (Josué 7:21).

Isso resume: Eu vi... eu quis... eu peguei. É assim que a maioria dos pecados ocorre. Primeiro Acã viu. Não é a primeira olhada que nos coloca em problemas. É sempre a segunda. Então Acã quis, ou cobiçou, quando viu. Cobiça é um desejo intenso de ter algo, não interessa o quanto a quem isso custe. E, por fim, Acã agiu.

A Bíblia diz: "Mas, se vocês não fizerem isso, estarão pecando contra o Senhor; e estejam certos de que vocês não escaparão do pecado que cometeram" (Números 32:23). O pecado encontrou Acã, e irá nos encontrar também. Não é uma questão de SE irá encontrar, e sim de QUANDO.

segunda-feira, 4 de maio de 2026

📖 Palavra para meditação

 "Declarem o que deve ser, apresentem provas. Que eles juntamente se aconselhem. Quem há muito predisse isto, quem o declarou desde o passado distante? Não fui eu, o Senhor? E não há outro Deus além de mim, um Deus justo e salvador; não há outro além de mim." (Isaías 45:21)


Há um tempo, li um artigo interessante sobre um estudo realizado pela Universidade Baylor sobre as várias perspectivas das pessoas sobre Deus. Tirando conclusões das respostas dos participantes da pesquisa com 77 perguntas, os pesquisadores descobriram que quatro pontos de vista distintos de Deus haviam surgido: autoritário, benevolente, crítico e distante.

Acho que existem certos aspectos da verdade em algumas dessas descrições. Mas, pessoalmente, eu não gosto de nenhuma delas. Então, estou propondo uma quinta categoria: o Deus bíblico.

Sim, Deus está zangado com os pecados da humanidade, como diriam aqueles que acreditam no chamado Deus autoritário. Mas, Ele não está pronto para lançar raios do céu. Caso contrário, ninguém estaria vivo agora. Sim, Deus é gentil e cheio de misericórdia, como afirmam aqueles que acreditam no chamado Deus benevolente. Ele se preocupa com os doentes e necessitados. Ele está interessado no que está acontecendo no mundo. Ele não é meramente uma força cósmica desconexa.

A Bíblia nos diz como é Deus. E Deus nos fala sobre Si mesmo em uma bênção que Ele instruiu os sacerdotes a pronunciarem sobre o Seu povo: "O Senhor te abençoe e te guarde; o Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti e te conceda graça; o Senhor volte para ti o seu rosto e te dê paz" (Números 6:24-26). Deus gosta de nos abençoar. Ele gosta de sorrir para nós. Ele gosta de nos ouvir, nos proteger e nos dar paz.

A forma como vemos Deus é importante, porque ela determinará como vemos a vida. Deixe-me dar um passo adiante: nossa visão de Deus ditará como vivemos. Ela determinará as decisões que tomarmos. De fato, não existem áreas de nossas vidas que não sejam impactadas pela maneira como vemos Deus.

domingo, 3 de maio de 2026

📖 Palavra para meditação

 "Se, tendo escapado das contaminações do mundo por meio do conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, encontram-se novamente nelas enredados e por elas dominados, estão em pior estado do que no princípio" (2 Pedro 2:20)


Depois que você é cristão há vários anos, o diabo diz: Lembra dos bons e velhos tempos? Lembra daquelas festas? Lembra daquela garota (ou daquele cara)? Lembra daquela noite?

Mas o que ele não diz é: lembra daquela vez em que você estava vomitando em todos os lugares? Lembra daquela vez em que você perdeu a habilitação por dirigir bêbado? Lembra daquela vez em que realmente pensou em suicídio? Ele escolherá a dedo alguns bons momentos e os trará à sua memória e depois dirá: Não seria divertido fazer isso mais uma vez?

O primeiro passo para voltar atrás é olhar para trás. Era isso que os filhos de Israel estavam fazendo depois que Deus os livrou da escravidão no Egito. Eles disseram: "Ah, se tivéssemos carne para comer! Nós nos lembramos dos peixes que comíamos de graça no Egito, e também dos pepinos, das melancias, dos alhos porós, das cebolas e dos alhos. Mas agora perdemos o apetite; nunca vemos nada, a não ser este maná" (Números 11:4-6).

Essa é uma das razões pelas quais precisamos estudar o livro de Números. Os crentes nos últimos dias enfrentarão muitas das mesmas tentações e desafios que os filhos de Israel. As Escrituras nos alertam que, se voltarmos às coisas do passado, como fizeram os israelitas, será pior (ver 2 Pedro 2:20). O gosto será amargo em nossas bocas.

Quando você volta à sua antiga vida antes de Cristo, é como um cão que volta ao seu vômito (ver Provérbios 26:11). Será pior do que era antes. Não vá lá - pessoalmente ou mentalmente. Não olhe para trás. Deixe isso para trás.