Alagoana, Nise da Silveira, deve tornar-se 'heroína da Pátria'
Ao começar a atuar, na área na década de 1940, Nise rebelou-se contra os métodos agressivos
Por 7Segundos com Agência Senado17/03/2022 15h03 - Atualizado em 17/03/2022 16h04
de Educação (CE) aprovou nesta quinta-feira (17) a inscrição do nome da psiquiatra Nise da Silveira no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria. Esse livro está depositado no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, na Praça Tancredo Neves, em Brasília.
O reconhecimento a Nise da Silveira, instituído pelo PL 6.566/2019,
Pioneira da terapia ocupacional, Nise da Silveira mudou os rumos dos tratamentos psiquiátricos no Brasil. Ela também ganhou projeção internacional, tendo seu trabalho reconhecido por outros psiquiatras mundo afora, como o suíço Carl Gustav Jung.
Ao começar a atuar, na área na década de 1940, Nise rebelou-se contra os métodos agressivos então aplicados a pacientes com transtornos mentais, como o eletrochoque e o confinamento, entre outros.
Nise colocou-se contra os tratamentos agressivos enquanto trabalhava no Centro Psiquiátrico Nacional Pedro II, no Rio de Janeiro. Avessa ao eletrochoque, lobotomia, camisa de força e isolamento, foi transferida para a área de terapia ocupacional como forma de punição. Mas foi lá que a psiquiatra encontrou o espaço necessário para desenvolver métodos humanizados.
A psiquiatra morreu no Rio de Janeiro em 1999, aos 94 anos. Entre 1971 e 2014, recebeu 29 homenagens, entre títulos, medalhas, prêmios e diplomas. A partir de seu trabalho, outras 16 instituições foram criadas.
Joelho estalando / Foto: Shutterstock
Foto: Vector-3D/Shutterstock